Inimiga, amiga e…
Na terceira e quarta série eu gostava de um menino nerd, feio e que nem ligava pra mim. Ele vivia correndo atras de uma menina que ficava dando em cima dele. Ela tinha uns 9 ou 10 anos, sim, ela era criança. Mas não era nada sério o que eu sentia pelo aquele menino, mas tinha ciumes de tudo, até de quem nem é necessário sentir. E ela ficava dando em cima dele, abraçando e taus. Eu simplesmente odiava ela, porque ela sempre conseguia os meninos que eu gostava, e eles nunca ligaram pra mim. Olha como eu sou romântica desde criança, mandei uma carta com uma música muito escrota pra ele. E ele escreveu novamente, e deu pra ela. (…) Sexta série, cresci um pouco, minha mentalidade também. Não gostava mais daquele menino. E aquela tal menina que eu odiava entrou na minha sala. A gente mora bem perto. Todos os dias eu vinha embora pra minha casa com ela, e era assim: nós duas com fones de ouvido, cada um com o seu. Sem conversas, só um “tchau”, quando eu chegava na minha casa. E aquilo foi passando, e por acaso a professora mudaram os lugares e tive que sentar atras dela, por incrível que pareça, aquela menina virou a minha melhor amiga. Ela me entendia, e vice versa. Fazíamos tudo juntas, saímos juntas, porque a maioria dos amigos dela, era amigos meus. Quando a gente ia pra festa, era eu lá na casa dela se arrumando. Conversamos horas no telefone. (…) Passou o ano de 2011, chegou a notícia que não tinha caído na sala dela, foi uma tristeza né. Mas no começo do ano a gente começou a trocar bastante ideia com ela. Percebi que nossa amizade não era mesma, era bem difícil ela vim na minha casa me chamar para alguma coisa. Não saímos mais. No treino, ela só escolhia, e ainda escolhe, os melhores alunos. Deixou nossa amizade pra lá, e ficou com a “popularzinha” da escola, começou a andar com aqueles meninos metidos da oitava série, aqueles que andam de skate, vive de RAP e se acha pra caralho. Ela passa, nem olha mais pra minha cara. Não faço mais questão também. Hoje em dia é assim, eu aqui e ela lá. Queria mesmo é dizer que não sinto falta dela. As pessoas são assim mesmo, umas vão, outras vem. Os verdadeiros ficam. Enfim.. o nome dela é Eduarda. Puta nome maldito."
Muitas pessoas vivem confusas entre, um amor que não vale a pena, ou se entregar ao que realmente sente. Tudo bem, você pode até se entregar, mas com o passar do tempo, com os telefonemas não atendidos, com tantas palavras não ditas, com tantas ações não feitas, ou ações feitas, mas desagradáveis. Você começa a enxergar tudo com outros olhos. E por mais que esse amor tenha nascido em seu coração por insistência, você cansa de ser a ingênua, e agora você insiste mas não para que esse amor permaneça, mas sim para que ele o deixe livre para voar, para respirar, voltar a ser quem era antes de terem arrancado metade de você, eu sei que esse amor não vai sair por completo de mim, do meu coração, mais acredito que um dia eu possa ser mais feliz quando pelo menos uma parte desse amor ja foi passado, eu tenho certeza que esse amor não vai sair por completo, pois se for amor, vai ser pra sempre. (y-ouheartless) and (eff-ects)